Vou?

Vou-me embora. 
Não para Pasárgada.
Vou-me embora para minha liberdade.
Ser aquilo que sonhei, plantei e lutei.
Vou-me embora dos dias tristes e moribundos.
Das estações infelizes, onde a espera cansa e o trem não chega.
Vou-me para perto de tudo que eu quis.
Aquilo que quis comigo, não com você.
Vou-me. 
Para dentro do meu amor.
Só meu.

- Natália Menezes

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